Eu sou uma apaixonada por filmes de animação – que antigamente chamava-se desenho animado ;o) Vejam só a antiguidade da pessoa!
Mas vamos ao que interessa… nesta animação da Pixar, que para variar está fantástica temos Purl, a nova colaboradora de uma empresa nada diversa (alerta de Spolier!).
A dificuldade de ser incluída naquele grupo, faz Purl, ‘adaptar-se’, criando um avatar que vai além de sua personalidade. Dá certo! Aliás, dá muito certo. Ela é incluída, mas… lá pelas tantas ao receber uma nova colega – muito parecida com a Purl ‘de antes’, se dá conta de que talvez tenha mudado sua essência! Bom, assiste lá para ver o que acontece!
É lógico e esperado que tenhamos avatares diferentes para diferentes ocasiões, mas pensemos neles como roupas, que podemos botar e tirar. Sem muito esforço. Agora, se para podermos transitar sem medo, em uma organização, ou sermos incluídos, temos que transformar nossa essência em algo que provavelmente não nos orgulhemos e pior, que nos adoecerá, então tem alguma coisa errada aí.
Esta semana tive a oportunidade de debater com um grupo fantástico sobre confiança, cultura do medo e do silêncio em organizações e segurança psicológica. Este artigo é fruto destas reflexões, destas desacomodações. Quantas e quantas vezes eu estive na face da vítima… tantas outras, fiz papel de carrasca.
Minha provocação, aqui e agora, é no sentido de nos darmos conta de quem temos sido, nas empresas onde estamos. E mais sério: se estas organizações nos possibilitam sermos nós mesmos (as), apenas com uma roupa diferente, ou, tomam de nós a essência e de uma forma velada e perversa, nos obrigam a sermos quem não somos. Pode parecer dramático, mas os números de adoecimento mental nas empresas não passam somente pelo viés do estresse decorrente das atividades laborais.
Tá mais do que na hora de acordar. Não é?
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